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PÁRA-QUEDISMO

O que leva uma pessoa a fazer pára-quedismo?

Aventura...Liberdade...Emoção...enfim, você está em contato com uma realidade de emoções fortes que vão muito além de qualquer explicação.

Um esporte perigoso?

Nem tanto. Na verdade, segundo pesquisas francesas com base em estatísticas mundiais, os esportes que mais matam são:

- Vôo livre (asa delta)- Alpinismo- Ciclismo (por incrível que pareça) - Mergulho- Automobilismo

O pára-quedismo vem mais adiante, não estando entre os "top 5". É claro que o pára-quedismo é um esporte de risco, mas esse risco é minimizado por uma série de equipamentos e atitudes que contribuíram para torná-lo um esporte muito mais seguro do que há um tempo.

O equipamento para salto consiste basicamente em um "harness", uma espécie de mochila que aloja obrigatoriamente 2 pára-quedas, ou velames (o principal e o reserva). Existe um pino para a liberação do equipamento principal, outro para a desconexão, em caso de pane, e um último para acionar o reserva. Essa mochila prende-se em torno dos ombros e pernas do pára-quedista. Além disso, utiliza-se também óculos especiais, capacete, altímetro e outros.

Em relação aos velames (parte principal do pára-quedas, que infla fazendo a pessoa "voar"), antigamente utilizavam-se velames redondos, que não permitiam controle adequado de navegação (momento em que o pára-quedas está aberto e a pessoa está "planando") e atingiam o solo com tal força que não era raro um atleta quebrar uma perna na hora do pouso.

Por isso atualmente utiliza-se somente velames retangulares, que permitem total controle sobre a direção do pára-quedas, além de serem bem mais suaves.

E se o pára-quedas não abrir?

Tenha em mente que um velame principal só irá apresentar problemas caso seja mal dobrado ou aberto em condições inadequadas, e muito raramente não irá abrir. Por isso, essa velha pergunta pode ser desconsiderada hoje em dia. De qualquer maneira, existe sempre um equipamento reserva, de estrutura mais simples do que o principal, e cuidadosamente dobrado por um profissional especializado. Portanto ao acionar um reserva, tenha certeza de que ele é muito seguro.

É comum hoje em dia encontrarmos dispositivos de abertura automática em pára-quedas de grande parte dos atletas. Esses dispositivos (chamados FXC) são acionados automaticamente caso a pessoa passe de determinada altura e não tenha aberto o pára-quedas ainda, e eles ocasionam a liberação automática do reserva. Obrigatórios em equipamentos de alunos, garantem total segurança ao praticante, que numa ocasião extrema poderia até mesmo estar desmaiado que sobreviveria. Alunos e praticantes de primeiro salto, podem ficar sossegados. O processo de aprendizagem na verdade é bastante simples. Nos primeiros saltos, o aluno não executa a abertura do pára-quedas, pois este abre automaticamente através de dispositivos especiais para essa finalidade. Além dos equipamentos de segurança obrigatórios nos equipamentos para alunos, estes também são intruídos por rádio durante a navegação. Para entrar no mundo do pára-quedismo, é necessário fazer um curso teórico de aproximadamente 5 a 6 horas de duração, que ensina tudo que se precisa saber para saltar.

Existem dois tipos de curso: ASL (Advanced Static Line) e AFF (Advanced Free Fall)

No ASL,os primeiros saltos são a uma altura de 4000 pés (equivalente a 1400 metros). Essa altura vai aumentando com a prática. Curiosidade: não se fala "pular de pára-quedas". O correto é "saltar de pára-quedas".

Já no AFF, você salta acompanhado de dois instrutores, chamados de "Jumpmasters".

O pára-quedismo vem evoluindo muito nos últimos anos em nível esportivo e hoje está atingindo um número cada vez maior de pessoas.

Esse esporte é atualmente acessível a qualquer pessoa que queira praticá-lo, diferentemente do que acontecia no passado onde apenas os dotados de uma constituição física privilegiada eram capazes de suportar os exercícios aplicados nos cursos, muito similares aos realizados para saltos militares. A metodologia de ensino e os equipamentos utilizados hoje em dia, permitem que o pára-quedismo seja praticado por qualquer pessoa a partir de 15 anos, com a autorização dos responsáveis legais.

O salto de pára-quedas exige uma altura mínima para possibilitar a abertura do velame e a estabilização do conjunto pára-quedas/homem, além de uma altura extra para que o pára-quedas reserva possa ser comandado na eventualidade de falha na abertura do principal.

A plataforma de salto mais comumente utilizada é o avião,mas helicópteros, balões, ultraleves também servem para colocar um pára-quedista no seu PL - ponto de lançamento.

Quando há dúvida quanto à direção do vento, o salto é precedido do lançamento de uma sonda que indicará a deriva. Em função disto é determinado um "eixo de lançamento" no qual existirá um PL determinado pelo "mestre de salto" e onde todos os pára-quedistas abandonarão a aeronave. A escolha correta do PL é fundamental para o sucesso do salto, ou seja, para que todos atinjam a área de pouso prevista, principalmente quando o pára-quedas utilizado for o redondo, muito precário em comando que é feito puxando os "batoques" que são cabos que comandam alguns gomos do pára-quedas redondo ou as pontas dos bordos de fuga dos pára-quedas retangulares. No pouso estes batoques são comandados por completo o que desacelera o pára-quedas, diminuindo sua velocidade de descida e permitindo um pouso suave. O salto pode ser enganchado ou em queda livre.

Salto Enganchado

Um cabo preso ao avião é conectado ao punho de abertura do pára-quedas que o comandará quando o pára-quedista abandonar a aeronave. Ao sentir a abertura do pára-quedas o pára-quedista deve checar se o velame está completamente aberto, caso contrário ele deverá liberar o velame e comandar o reserva.

Salto Livre

O salto com queda livre é, nos tempos modernos, o objetivo dos pára-quedistas. O pára-quedas tem a única finalidade de permitir o pouso (parar a queda). Em queda livre o PQD deve tomar uma posição que lhe possibilite um "vôo" estável, e isto é conseguido pela abertura de braços e pernas. Pequenos movimentos dos membros funcionam como os comandos de um avião permitindo ao PQD evoluir no espaço, fazendo verdadeiras acrobacias. O uso de acessórios otimiza esta possibilidade de comandar manobras e o "Sky-surf" permite incríveis evoluções.

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Competições

Mais de 60 países praticam o pára-quedismo esportivo e atualmente cerca de 30 países, entre eles o Brasil, participam anualmente de competições. Existem quatro tipos de provas possíveis para serem disputadas numa competição:

- Salto de Precisão

- Estilo

- Trabalho Relativo em Queda Livre

- Trabalho Relativo de Velame

As duas primeiras possuem classes separadas para homens e mulheres, as demais, por equipe, podem ser mistas.

Salto de Precisão

Os competidores podem escolher seu próprio PL, entre 700 e 1000 m de altura e deverão pousar num alvo eletrônico de 35 cm de diâmetro externo. O centro tem um diâmetro de 5 cm.

A distância de pouso é medida automaticamente computando o afastamento do centro do disco. Pouso fora do disco de 35 cm recebe Zero.

Estilo

Os saltos são realizados num ponto determinado pelos juizes, entre 1800 e 2000 m. Cada competidor realiza uma série de seis manobras em queda livre, que são filmadas por um equipamento de vídeo para posterior análise. O tempo gasto para realizar a série é computado, vencendo quem acertar o maior número de manobras e realizá-la no menor tempo. Esta prova pode ser comparada à prova de salto em piscina onde o avião substitui a plataforma e o pára-quedas, a água.

Trabalho Relativo em Queda Livre

Saltos de uma altura de 2750 a 3500 m com queda de 35 a 50 seg., a partir de um ponto determinado pelos juízes. As equipes compostas de 4 ou 8 PQD realizam a seqüência de formações em queda livre que são filmadas em vídeo para posterior análise. O número de figuras e o tempo gasto para formá-las é computado para determinar a equipe vencedora.

 

Trabalho Relativo de Velame

Saltos de uma altura entre 1800 e 2500 m, de um ponto determinado pelos juízes, e um tempo de trabalho, com o pára-quedas aberto de 120 a 180 seg. Como no anterior, o número de figuras e o tempo gasto para executá-las são considerados no cômputo do vencedor.

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Recordes

 

Individuais

- Altura máxima em queda livre

Andreev, Rússia)

- Salto de Precisão

Bieloglazov, Rússia)

- Estilo

Jianzhong, China)

 

Equipes

- Altura máxima em queda livre

)

- Salto de Precisão

)

- Estilo

)

)

Maior formação em queda livre ()

Recorde de formação feminino ()

Recorde de formação brasileiro masculino ()

Recorde de formação brasileiro feminino ()

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