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A década de 1920 deu início à crise da República Oligárquica. As primeiras manifestações contra o regime oligárquico foram os frustrados movimentos tenentistas. Seus tenentes, após o insucesso de seus movimentos, ou estavam no exílio ou conspirando a serviço da oligarquia gaúcha. As classes médias urbanas que também estavam insatisfeitas, não tinham força política, eram fracas e desorganizadas, não tendo condições de se manifestar autonomamente. Deste modo, apenas um grande desentendimento entre as oligarquias dominantes, ou seja, as oligarquias pertencentes a política do café-com-leite, poderia impulsionar os setores dispostos modificar o regime e introduzir reformas. |
| A política do café-com-leite,
estabelecida em 1914, consistia na alternância de representantes
das duas oligarquias dominantes (a paulista e a mineira) na presidência.
O presidente Washington Luís, que governou de 1926 à 1930,
era um representante da oligarquia paulista, então o presidente
seguinte deveria naturalmente ser um mineiro. Washington Luís queria
que o paulista Júlio Prestes o sucedesse para continuar a sua política.
A oligarquia mineira se sentiu traída com o rompimento da política
do café-com-leite. Esta se aliou a rica oligarquia gaúcha
e ao então governador do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas,
para lançar uma candidatura de oposição.
Getúlio Vargas foi indicado candidato à Presidência da República, e João Pessoa à vice (representando a oligarquia paraibana). Os três estados, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba, formaram a Aliança Liberal. A Aliança Liberal tinha um programa de governo que refletia as aspirações das oligarquias não-dominantes e buscava sensibilizar as camadas médias. |
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A crise de 29, abalou a economia
mundial tendo reflexos no Brasil. Havia uma perspectiva de uma grande safra
de café no biênio de 1929-1930, e o mercado mundial em crise
não tinha como comprar a safra. Este grande excedente deveria ser
comprado pelo governo de São Paulo para manter a política
de valorização do café, mas o Banco do Estado de São
Paulo estava passando por dificuldades. Os cafeicultores exigiram que o
Banco do Brasil comprasse esta produção excedente. Washington
Luís recusou-se a comprar os estoques, fazendo com que muitos fazendeiros
se colocassem contra a política econômica do presidente. Esta
insatisfação de certa forma motivou a oligarquia paulista
a não defender o presidente da deposição.
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Após a derrota eleitoral, iniciou-se uma conspiração revolucionária liderada por jovens oligarcas e tenentes. Após avanços e recuos, um fato inesperado deu-lhes um pretexto para a ação militar. O fato foi o assassinato de João Pessoa no Recife por João Dantas, um de seus adversários políticos locais. O crime ocorreu por razões pessoais e políticas, sem dar atenção as razões pessoais, João Pessoa foi tido como mártir da revolução. |
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Iniciou-se a revolução
que, enfrentando pouca resistência, durou um mês. Washington
Luís foi deposto em 3 de novembro de 1930. Getúlio Vargas
assumiu a presidência.
A revolução de 30 não teve apoio da burguesia industrial, mas após a vitória dos revolucionários houve uma aproximação entre esta burguesia e o Estado. Mesmo que Getúlio Vargas não representasse esta burguesia, esta aliança foi um fator de extrema importância para o seu fortalecimento. |
| Nasceu um novo tipo de Estado como o poder centralizado, voltado a industrialização, a proteção aos trabalhadores, o destaque as Forças Armadas, um governo voltado para o capitalismo nacional. Foi o fim do domínio oligárquico e o início de uma nova etapa na vida política e econômica do país. |
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