
"Sin is tempt desire and then, renounce"
12.07.2000 |
O Ponto Divergente das Torcidas |
| Acabava o
Campeonato Brasileiro de 99, o time corinthiano fazia uma
pré-temporada, no meio do que eram pra ser as
"férias de verão", visando o Mundial em
Janeiro. A imprensa esportiva, que nada tem de idiota, e além do mais com todos os outros clubes em recesso, a única notícia não poderia deixar de ser "Corinthians"; criava especulações, acentuada pelo assédio natural de um time recém tri-brasileiro, inventando possíveis saídas de jogadores, como Edílson, Vampeta, Dida e Rincon. ("Vampeta por 45 milhões , deixa o Corinthians"- manchete da Folha-começo do ano) A reação da torcida foi imediata. Uma pressão psicológica, cheia de ameaças, em cima de diretores do HTML e dos próprios jogadores, sobre essas possíveis transferências dez dias antes da competição mais importante da História; fora fundamental para afastarmos o "fantasma" de uma crise que encontrava campo fértil para se desenvolver. Ganhamos o Campeonato do Mundo. No dia seguinte, Rincon, que marcou o gol do título, vai embora e em sua carta de despedida disse que abandonaria o time logo depois do brasileiro, ou seja , antes do Mundial. Mas por uma questão profissional, continuou no clube até o final do Torneio. Não que eu apóie a atitude de Rincon ( essa não é a questão, esse assunto já foi muito discutido), mas pelos fatos apresentados, seria possível estabelecer uma forte conexão do Corinthians e de sua Fiel Torcida. Eu poderia até estar inventando, mas igual ao atual caso do Vagner no São Paulo, que na minha opinião foi o principal culpado na perda do título da Copa do Brasil devido a sua ausência, que abandonou o clube, logo após o título paulista, desfalcando o time são-paulino nas finais; se a torcida pó-de-arroz fosse tão chata, crítica e "reclamona" como a corinthiana, e protestasse contra a saída desse mercenário, mas fundamental jogador no elenco; quem sabe os tricolores hoje poderiam estar comemorando o título. Por isso, diante dessa crise corinthiana, pensem todos duas , três vezes antes de criticar a nossa torcida, que revoluciona o futebol a cada dia, e mesmo diante de todas as adversidades que ocorreram durante o semestre, está confiante e com a mesma empolgação de outrora , e a seis meses do II Campeonato Mundial de Clubes. Tudo bem que o protesto tem que vir de forma civilizada. Caso contrário todos ficam contra os protestantes e não contra os protestados. Esse pode ser encarado como um alerta à torcida são-paulina, que além de ser arrogante demais, sente-se acomodada, no mínimo sucesso do time. E qual é a tendência agora? Os são-paulinos sumirem das ruas de SP , com a mesma rapidez com que apareceram
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