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| 20.12.1999 | ||
| Lei Edmundo | ||
| Se, dentro de campo, as marcações
equivocadas dos juizes (roubos) contra o Corinthians,
são consideradas
simplesmente "erros" ,sendo então,
esquecidas ao passar do tempo. E se, fora dele,
cartolas prejudicarem o Timão, a diretoria
alvinegra é considerada fraca. Seria normal os
críticos futebolísticos discutirem sobre a
expulsão de Luizão e suas conseqüências éticas
e morais, pois qualquer erro a favor
dos corinthianos, será lembrado para sempre... Uma pequena lista de exemplos : Ninguém reclamou das duas voadoras de Edmundo em Paulo Sérgio em 93, uma em cada partida final do Paulistão, só reclamam da entrada de João Carlos em Robert. De onde apareceu Raí para a partida decisiva do São Paulo contra o Corinthians em 98? Só perguntam de onde saiu o convite para o Timão disputar o Mundial de Clubes. Defenderam Edmílson, no chute dado por ele no árbitro, condenaram Marcelinho em 97 em Porto Alegre contra o Inter por tê-lo empurrado e Neto em 93 por ter cuspido. E fora a embaixada de Edílson. Esqueceram de marcar os dois recuos de bola neste Domingo, só é marcado o recuo do Gamarra naquela Libertadores "Aquela Libertadores" que nem precisa de comentários. Comentários que extrapolaram todos os limites possíveis, quando Castrilli marcou aquele pênalti contra a Lusa, ressaltando o drama do choro de César após a partida. Todos se esqueceram que pelo brasileirão 100% dos jogos, um pênalti irregular é marcado contra o alvinegro paulista ou um é esquecido a favor. Esquecem dos dois pênaltis em cima do Edílson no Mineirão e outro no toque de mão do defensor atleticano no último jogo, querem falar somente do lance do Índio no Morumbi. "Como seria bom se punissem os atletas vendo VT's posteriormente ao jogo!" Seria mesmo se não fosse só o Rincon. Dirigentes invadem o campo, membros da comissão de um time jogam bolas em campo para atrapalhar o jogo ou pedem para gândulas segurarem a bola na reposição, holofotes são desligados em pleno jogo....nada acontece. Um torcedor corinthiano invade o Pacaembú e o time é obrigado a jogar duas vezes fora do Estado. O que fica disso tudo é que cartolas como Brunoro e Eurico Miranda fizeram escola com essa "Lei Edmundo". Já o Corinthians manchará seu merecido Tri se recorrer aos mesmos métodos já praticados por Palmeiras e Vasco, mesmo sabendo que, um dia, o Timão fora vítima dessa situação (1994). Por outro lado, se não o fizer, será o primeiro time brasileiro a não conciliar a "modernidade do futebol" com o "tapetão".
E parabéns ao Flamengo, campeão da Mercosul... |
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| 18.12.1999 | ||
| Estilo de Oswaldo | ||
| A busca de um estilo
alternativo de comando levou muitos a pensarem
que Oswaldo de Oliveira, tinha apenas
a imagem de técnico do Corinthians, que sentado ou
de pé com seus braços cruzados, esboçando poucas e
discretas reações, tinha perdido a voz de comando
para seus próprios jogadores. Confiança,
conceito básico para os vitoriosos...A mesma que
Parreira tinha com Zinho, Zagalo com Dunga,
Scolari tem com Galeano, Luxemburgo com
Vampeta, Carpeggiani com Jorginho; Rincon é um
dos "braços direitos" não só de
Oswaldo, mas de todo o time corinthiano, e o maior
exemplo disso foi no Mineirão. Ele é um técnico dentro
de campo e além de auxiliar a marcação e
organizar os ataques, serve como referência para os
mais inexperientes, como Kleber. Toda essa versatilidade
dos jogadores corinthianos, fizeram com que o ex-auxiliar
de Luxemburgo, apresentasse uma nova versão de como
dirigir um time, assim como o filósofo iluminista
Montesquieu elaborou a divisão de poderes (tripartide)
contra os monarcas absolutistas, Oswaldo dividiu seu
poder com os jogadores mais experientes do elenco indo
contra os princípios dos técnicos ditadores e sem que a
vaidade pessoal de cada um transbordasse os limites
como aconteceu ano passado com Marcelinho e Luxemburgo, e
facilitado e muito pelo certo compromisso de pagamento de
salários pelo milionário "tio Hicks" (HTMF).
Vitória sobre a tirania. Além desse estilo
"light", a ética e o bom senso de visão
marcam a personalidade de Oswaldo, como no caso das
preliminares do primeiro jogo contra o São Paulo.
Já o "Caso Rincon" foi uma conseqüência normal dessa nova política adotada, aumentada e polemizada exageradamente pelos comentaristas esportivos, e pelo fato de Oswaldo ainda ser novo nesse cargo, a cobrança é ainda maior, fazendo com que ele seja "Vítima da mesma mentalidade policialesca que vigia a vida privada dos jogadores" como diz José Geraldo Couto, colunista da Folha de SP.
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| 30.11.1999 | ||
| Volta da Velha Garra | ||
| "Acabara de chegar ao estádio do Morumbi,
atrasado, olhei para toda aquela movimentação de
torcedores , percebi que algo estava diferente... Subindo
a rampa de acesso às arquibancadas, conferi com meu
ingresso inúmeras vezes para ver se estava certo...Já
nos corredores, dava para ver a outra arquibancada , a do
adversário, repleta de torcedores , totalmente lotada,
inquieta, gritando o nome de seu time com vontade, deu
até inveja...Logo, não tive dificuldade de encontrar um
bom lugar para assistir ao espetáculo que viria a
acontecer, e ainda mais ...sentado
confortavelmente..."
Contagiado por essa pressão, e pensando no meu time
burocrático, previa uma tragédia, daquela que jamais
seria esquecida, ...admito que nunca fui tão pessimista,
ao ver o time dono da casa entrar em campo, fogos e mais
fogos , um barulho ensurdecedor , olhava para os lados
estranhando tudo, e esperando uma reação da nossa
torcida, vi torcedores imóveis e apáticos. Quem viu o Corinthians jogar no domingo(28.11) e estranhou a volta da velha garra, do velho espírito corinthiano, provavelmente não sabe o que aconteceu na preleção que o técnico Oswaldo de Oliveira fez com o time ainda na concentração. Quando os jogadores chegaram, jornais estavam pregados na parede, exemplares da Folha de São Paulo, onde se dizia que o São Paulo nunca foi tão Corinthians, e que o Corinthians nunca fora tão São Paulo, também exemplares do Lance, dizendo que o jogo seria entre os guerreiros e os almofadinhas, sendo os guerreiros, no caso, os tricolores, e os almofadinhas, os corinthianos.
Oswaldo puxou os jogadores nos brios, e perguntou a eles: "Afinal, qual é o time da elite, e qual é o time dos operários? Qual é o time da garra e qual é o time pó-de-arroz? Vocês vão permitir que tirem da gente o que sempre nos pertenceu? A marca registrada do Corinthians?" Bem, a coisa continuou neste tom, e foi mais longe, até o ponto que jogadores como Dinei, por exemplo , chegaram às lágrimas.
O resultado surgiu no campo, um pouco antes do jogo começar, Vampeta disse ao repórter que tinha muita gente no Corinthians, que queriam provar que o "time da raça" não tinha mudado, que o Timão era aquilo de sempre, o time da garra, só que agora também com a técnica que não o caracterizava até então.
E foi isso mesmo o que se viu. TRECHO EM NEGRITO RETIRADO DE UM DEPOIMENTO FALADO DE JUCA KFOURI AO LANCE (ALGUMAS MODIFICAÇÕES)
"Depois das penalidades desperdiçadas, toda aquela pressão desapareceu, tudo aquilo, montado pela própria memória curta de certos torcedores que, chegaram a dizer. "Raça tricolor" e pela primeira vez, em seu próprio estádio "O Morumbi é nosso!", até o ponto de um tocedor conceder uma entrevista, dez minutos antes do fim do jogo, já fora do estádio, que não se tocou ao comentar: "Pô , meu time merecia ganhar porque nossa torcida jogou junto com o time em campo, fiel a cada minuto e até depois dos penaltis não parou de incentivar" Então , o que ele estaria fazendo fora do estádio, se seu time ainda teria chances de empatar o jogo?
Mas o que valeu dessa nova expêriencia , foi o fato de que os torcedores sãopaulinos gostaram , e muito de serem corinthianos , por um breve tempo, que eu, particularmete acho que já acabou; e também o fato do vazio, da saudade ,que ficou durante quinze minutos (antes do jogo), da falta que nossa torcida homogênea, transmitindo felicidade a alguns, e inveja a outros,como vimos nesse caso, faz. ------------------------------------------------- E aos palmeirenses um beijo do Keane, e não adianta reclamar que jogaram melhor (lembrar da Libertadores) e que foram roubados , já que, primeiro, com toda a tecnologia que a Globo possui, porque eles não colocaram no ar o famoso "tira-teima" para falar do lance do Alex, acho que, por acaso, e por um patriotismo excessivo, estava realmente impedido (lembrar do lance do Fernando Baiano,esse sim não estava impedido, na polêmica e roubadíssima partida das quartas-de-final da Libertadores)
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| 11.09.1999 | ||
| Mercosul | ||
| Ninguém admitirá,por
encandaloso que seria.Mas,se em 1998 ficou muito clara a
pouca disposição dos jogadores corinthianos na Copa
Mercosul,neste ano,mais disfarçada,é inegável que a
postura do time também não foi nem sombra da mostrada
no Campeonato Brasileiro. Prova de inteligência dos jogadores,sem dúvida,e prova de que eles acreditam que o Corinthians está para um título internacional importante do mesmo modo,digamos assim,que FHC esteve em sua vida política. A primeira eleição majoritária ganha por ele já foi para Presidente da República, depois de perder a eleiçãoi para Prefeito de São Paulo. Não que a tal copa Mercosul seja o equivalente à Prefeitura paulistana, nem isso é, mas, quem sabe , o Corinthians não debutará exatamente com a conquista do Mundial de Clubes? Seria engraçado. TRECHO DE JUCA KFOURI À FOLHA DE SÃO PAULO
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| 10.07.1999 | ||
| Edílson... Inocente | ||
| Edílson despertou a hipocrisia moralista de
plantão num país onde se tem raiva do sucesso do
artista (Edílson) e aceita a violência dos medíocres
(palmeirenses), seja a violência física, seja a
violência da corrupção, dos que se dão bem porque
são "espertos". Clama-se pelo fim da impunidade, elege-se Edílson como bode expiatório, e ficam todos em paz com suas consciências, missão cumprida. Saber ganhar, saber perder. Trecho de Juca Kfouri à Folha de São Paulo
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