ATRÁS DA PORTA (Francis Hime - Chico Buarque, 1972)

 

Quando olhaste bem nos olhos meus

E o teu olhar era de adeus

Juro que não acreditei

Eu te estranhei

Me debrucei sobre teu corpo e duvidei

E me arrastei e te arranhei

E me agarrei nos teus cabelos

No teu peito

Teu pijama

Nos teus pés

Ao pé da cama

Sem carinho, sem coberta

No tapete atrás da porta

Reclamei baixinho

 

Dei pra maldizer o nosso lar

Pra sujar teu nome, te humilhar

E me entregar a qualquer preço

Te adorando pelo avesso

Pra mostrar que ainda sou tua

Só pra provar que inda sou tua ...

 

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