A VOLTA DO MALANDRO (Chico Buarque, 1985)

 

Eis o malandro na praça outra vez

Caminhando na ponta dos pés

Como quem pisa nos corações

Que rolaram nos cabarés

 

Entre deusas e bofetões

Entre dados e coronéis

Entre parangolés e patrões

O malandro anda assim de viés

 

Deixa balançar a maré

E a poeira assentar no chão

Deixa a praça virar um salão

Que o malandro é o barão da ralé

 

Voltar