JUCA (Chico Buarque, 1965)

 

Juca foi autuado em flagrante

Como meliante

Pois sambava bem diante

Da janela de Maria

Bem no meio da alegria

A noite virou dia

O seu luar de prata

Virou chuva fria

A sua serenata

Não acordou Maria

 

Juca ficou desapontado

Declarou ao delegado

Não saber se amor é crime

Ou se samba é pecado

Em legítima defesa

Batucou assim na mesa

O delegado é bamba

Na delegacia

Mas nunca fez samba

Nunca viu Maria

 

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