MORRO DOIS IRMÃOS (Chico Buarque, 1989)

 

Dois Irmãos, quando vai alta a madrugada

E a teus pés vão-se encostar os instrumentos

Aprendi a respeitar tua prumada

E desconfiar do teu silêncio

 

Penso ouvir a pulsação atravessada

Do que foi e o que será noutra existência

É assim como se a rocha dilatada

Fosse uma concentração de tempos

 

É assim como se o ritmo do nada

Fosse, sim, todos os ritmos por dentro

Ou, então, como um música parada

Sobre um montanha em movimento

 

 

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